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Em Versos por Tuani: Academia Macaense de Letras Transforma Luto em Voz e Consciência no Agosto Lilás

18 de ago.
4 min de leitura

O mês de agosto nasce no Brasil pintado de lilás para lembrar a urgência do enfrentamento à violência doméstica e celebrar os avanços dos direitos das mulheres. No entanto, a dor de um crime brutal interrompeu a trajetória de Tuani Maia Nascimento, de 33 anos, ferindo o coração de Macaé. Diante da perda e da indignação, os acadêmicos da Academia Macaense de Letras (AML) uniram suas vozes e suas penas em um manifesto lírico e social: o especial "Em Versos por Tuani".



A iniciativa converte a dor em poesia, afirmando que a literatura não pode se calar diante do machismo, da posse e do feminicídio. O projeto reúne reflexões e poemas assinados por membros da Academia e convidados, compondo um documento histórico de resistência, memória e solidariedade à família e a todas as mulheres.


A Força das Palavras Contra o Silêncio


Cada poema publicado expressa o repúdio à omissão e desmonta a falsa ideia de que o controle e a agressão possam ser disfarçados de afeto:


  1. Tuani Maia (Kátia Teixeira): Conclama a transformação da dor em mobilização coletiva:

    "A memória de Tuani Maia nos convoca a transformar luto em luta. Nem mais uma. Basta de feminicídio. A vida das mulheres é inegociável."


  2. Brado (Gil Lourenço): Denuncia o narcisismo e a posse disfarçada de sentimento:

    "O beijo é cruel / Veneno disfarçado / É sentença / Mais uma vítima / (...) Mas ainda há a voz / De todas que aqui estão."


  3. O Direito de Dizer Não (Héverton Ribeiro Quintes): Reforça que o término é uma escolha inviolável:

    "Escolheu um novo caminho, uma nova direção; / ninguém pode transformar um 'não' em condenação."


  4. Silenciada (Conceição de Maria): Alerta para a urgência da ruptura do ciclo violento:

    "Nada justifica ceifar vidas no descortinar de um relacionamento."


  5. Violência de Gênero Tem Que Parar (Lourdes Acosta): Aponta a raiz estrutural do problema e traz canais de apoio e denúncia:

    "Lilás é a campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência doméstica... O feminicídio é causado, principalmente, pela desigualdade de gênero e pelo machismo estrutural."


  6. Bom Dia! (Rildo Santos Loureiro): Analisa a dor psíquica e a necessária atitude de superação e respeito:

    "Tuani, que você siga a sua jornada no seu sagrado, tome forma de alado."


  7. O Nome Dela (Edwilson da Silva Andrade): Questiona a omissão cotidiana e a cumplicidade social:

    "E eu, homem, escrevo não porque conheça o tamanho dessa dor. Escrevo porque cada notícia denuncia o silêncio que aceitamos."


  8. Feminina Luani Está Viva (Sandra O. Wyatt): Clama por justiça e reverencia a essência da mulher:

    "A vida está calada, não! Ninguém ficará impune..."


  9. Agosto Lilás (Mariúcha Corrêa): Desperta para a urgência de agir além das datas simbólicas: "Falar da violência, 'meter a colher'... Não! É audácia, é consciência! É assim que se faz!"


  10. Justiça Ainda Que Tardia (Marcia Mathias Netto Fleury): Expressa o luto profundo e a busca por reparação:

    "O corpo frio / O choro de mãe. / Silêncio e dor / Justiça, por amor!"


  11. Grito (Nathália Andraus): Dá voz à dor calada no peito de tantas mulheres:

    "Quero escancarar a minha dor... Grito, para que escutem meu silêncio."


  12. Por Que o Assassinato? (Alexandre Bordalo): Confronta a covardia e o ódio:

    "Ela tinha um caminho de luz a percorrer... Agosto Lilás: Não ao feminicídio. Sem dor, sem morte. Com amor e saúde mental."


  13. A Flor Que Rompe o Silêncio (Gi Germano): Exalta a libertação e a solidariedade feminina:

    "A voz rompe o muro antes que seja tarde / A coragem rasga a sombra que some."


  14. Agosto Lilás Não Pode Chorar Sozinho (Andréa Pessanha): Reafirma o pacto pela vida:

    "Que a voz de Tuani floresça em coragem. Que a nossa voz diga, cada vez mais forte: Nem mais uma."


  15. Quando o Amor Se Transforma em Dor (Alessandra Linhares Bastos): Desmistifica o amor possessivo:

    "Onde existe morte, o amor já não habita. Porque amar é proteger, é cuidar, é permitir que o outro viva."


  16. A Ajuda de Papel (Cleber de Moraes): Denuncia a frieza burocrática e convoca à ação:

    "Gritou por socorro, pediu ajuda às autoridades, mas a resposta foi uma proteção de papel... Se testemunharem a injustiça, não hesitem. Não se calem. Denunciem!"


  17. Ponto Final (Gabriela Oliveira): Sintetiza o direito fundamental à autonomia:

    "Não foi o destino que interrompeu a história. Foi a violência... E que toda mulher tenha o direito de escrever a própria história."


  18. Agosto Não Pode Ser Silêncio (Carlos Almeida): Conclama a responsabilidade cívica:

    "Hoje pronunciamos Tuani Maia Nascimento... Convocamos a justiça. Convocamos a consciência. Convocamos a responsabilidade coletiva."


  19. Violência Contra a Mulher (Maria Lisboa): Questiona as origens e exige o direito de viver:

    "Nosso objetivo são mulheres vivas, para fazerem suas escolhas e terem seus direitos assegurados."



Acesse e Leia o Acervo Completo em PDF

Disponibilizamos a íntegra da publicação "Tuani - Poesias da AML" em formato digital para leitura, download e compartilhamento. Acompanhe os versos e junte-se a esta causa:




Clique abaixo para abrir ou baixar o PDF completo "Tuani - Poesias da AML"




Canais de Apoio, Atendimento e Denúncia em Macaé


Se você ou alguém que você conhece precisa de ajuda ou está em situação de risco, acione os canais de atendimento gratuito e sigiloso:


  • Central Nacional de Atendimento à Mulher: Ligue 180 (Ligação gratuita e anônima — 24h)

  • Polícia Militar: Ligue 190 (Emergências e flagrantes)

  • Patrulha Maria da Penha (Guarda Municipal de Macaé): (22) 2796-1328 | WhatsApp 24h: (22) 99104-6093

  • Canal Fala Mulher (Secretaria de Políticas para as Mulheres): (22) 99286-2944

  • CEAM Pérola Bichara Benjamim: Rua Dr. Luiz Bellegard, 139 – Imbetiba | E-mail: ceam@macae.rj.gov.br

  • 123ª Delegacia Policial de Macaé (Polícia Civil): (22) 2796-1559


Lembre-se, VOCÊ não está sozinha! A Academia Macaense de Letras está com você.



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