EM VERSOS POR TUANI - TODAS AS POESIAS
Anteriormente os poemas estavam em PDF, recriamos a matéria em versão texto nativo do site, para visitantes que assim preferem.

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TUANI MAIA
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Teve sua vida interrompida pela violência, mas jamais será esquecida.
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Um grito ecoa em cada consciência: nenhuma vida pode ser descartada.
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Até quando o amor será confundido com posse, ciúme e violência?
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Não existe justificativa para o feminicídio. Existe crime.
Existe dor.
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Insistimos: calar é permitir que outras vidas sejam interrompidas.
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Mulheres nasceram para viver, sonhar, escolher e ser livres.
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Ergamos a voz, denunciemos, acolhamos e protejamos.
Cada atitude pode salvar uma vida.
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Impedir o feminicídio é responsabilidade de toda a sociedade.
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A memória de Tuani Maia nos convoca a transformar luto em luta.
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Nem mais uma. Basta de feminicídio. A vida das mulheres é inegociável.
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Kátia Teixeira
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BRADO
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A fera Narciso
Hálito frio
Range dentes
Abre asas
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Cresce o deserto
A falta de amor
Diante do espelho
Apenas o "eu"
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O peito queima
A dor transborda
A corrosão instaurada
Uma voz silenciada
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O grito calado
A alma sangra
Mais uma mordaça
Grilhões de eco
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O beijo é cruel
Veneno disfarçado
É sentença
Mais uma vítima
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Nasce a queda
Abre a ferida
A memória
Virou emboscada
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Não há mais tempo
Não há socorro
Mas ainda há a voz
De todas que aqui estão
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Gil Lourenço
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O DIREITO DE DIZER NÃO
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Agosto chegou vestido de lilás,
cor da esperança, da luta e da paz.
Mas Macaé despertou em aflição:
o mês nasceu marcado pela dor e pela indignação.
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Tuani sonhava, queria seguir,
tinha o direito de partir.
Escolheu um novo caminho, uma nova direção;
ninguém pode transformar um "não" em condenação.
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Quando uma mulher precisa temer,
é toda a sociedade que começa a perder.
Quando a violência cala uma voz,
o silêncio também grita por todos nós.
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Não basta a lei escrita no papel,
se ela não rompe o ciclo cruel.
Proteção precisa chegar sem demora,
antes que outra vida vá embora.
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Que a Justiça seja firme, presente e eficaz;
que a vida da mulher valha sempre mais.
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Que a ameaça encontre pronta reação,
e não apenas tardia punição.
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Agosto Lilás não é só uma cor,
é um chamado de coragem e amor.
É transformar o luto em união,
a dor em esperança, a voz em ação.
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Que Macaé faça da memória uma luz,
que a consciência novos caminhos conduz.
E que um dia possamos enfim dizer,
que toda mulher nasceu para viver.
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Porque amor não aprisiona, não causa temor;
amor é respeito, cuidado e valor.
E enquanto houver uma mulher sem proteção,
haverá um país clamando por transformação.
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Héverton Ribeiro Quintes
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SILENCIADA
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Tanta violência assombra a sociedade
Uma solidão traz na alma de uma mulher
Arrastada, esfaqueada, tiros, choros e lágrimas
Nada justifica ceifar vidas no descortinar de um relacionamento
Indiferenças e pedras jogadas no caminho
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e não conseguimos cessar esse furor de sangue e morte!
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Conceição de Maria
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VIOLÊNCIA DE GÊNERO TEM QUE PARAR
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Macaé acordou hoje assustada, com um caso de feminicídio.
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Logo no primeiro dia de agosto, um mês considerado Lilás, acontece este ato de extrema violência de gênero...
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Lilás é a campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência doméstica contra a mulher e a quem menospreza a condição feminina.
Este mês foi escolhido por causa do aniversário da Lei Maria da Penha...
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Mas Tuani Nascimento, de 33 anos, não fazia aniversário; apenas comemorava sua liberdade, seu espaço e sua sobrevivência.
Ela só queria, de forma justa, combater os tabus diários...
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Mas ela sabia que lutar por igualdade de gênero envolveria exigir direitos iguais e resistir aos preconceitos cotidianos,
como tantas Tuani’s que buscam justiça social e equidade...
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O feminicídio é causado, principalmente, pela desigualdade de gênero,
pelo machismo estrutural e pelo inconformismo do agressor com o fim do relacionamento...
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Até quando aceitaremos esses crimes que refletem o ódio e a tentativa de exercer controle sobre a vida da mulher?
Até quando o machismo e o patriarcalismo reinarão em nossas vidas?
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Que ledo engano acreditar que eles possuem poder ou posse sobre as mulheres...
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Enquanto houver misoginia, o ódio explícito e o desprezo serão direcionados ao gênero feminino.
Precisamos cortar essa raiz profunda do machismo que inferioriza as mulheres...
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É preciso continuar na luta pela igualdade de gênero,
pois as pesquisas apontam que 40% dos casos ocorrem dentro de casa, cometidos pelo parceiro ou ex-parceiro...
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Os dados mostram também que, a cada dez mulheres, sete sofrem violência; e que, a cada cinco jovens mulheres, três já sofreram violência...
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É preciso dar um basta e buscar a justiça social,
pois a igualdade de direitos acontece por meio de atitudes práticas:
em casa, no trabalho e na sociedade!!!
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Se suspeitar de algum tipo de violência contra a mulher,
não se cale, denuncie!
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Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher
Ligue 190 – Polícia Militar
Fala Mulher – (22) 99286-2944
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Lourdes Acosta
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BOM DIA!
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Desde ontem, tenho lido as escritas de vocês.
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Cada forma, cada modo, cada sentimento sobre um ato que traz o desato.
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Mais uma mulher manipulada por um sujeito nomeado de homem, que usa sua figura masculina para justificar a sua fraqueza de um término de relacionamento.
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Na vida temos as passagens que tomam forma de perda, que vem o luto que deve nos mover para a luta no processo de elaboração. Quando não acontece, se cai pelo chão...
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A perda, o luto e a luta são de ordem psíquica que se manifestam no ato do desacato.
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Quando não acontece, a atitude entristece...
Marcando vidas que não se enaltecem.
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O Simbólico agosto lilás se configura no Real que invade sem igual.
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Tuani, que você siga a sua jornada no seu sagrado, tome forma de alado.
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Para quem fica: que a força e a luta tomam formas na vida.
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Não precisava marcar o mês da luta com o luto, mas assim, se fez.
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Descanse em paz!
E sigamos por aqui.
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Rildo Santos Loureiro
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O NOME DELA
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Hoje o nome era Tuani.
Tinha sobrenome.
Tinha fotografias.
Uma caneca preferida.
Alguém a esperava de volta.
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Amanhã,
será outro nome.
E nós?
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Ainda guardando
a colher
na gaveta da omissão.
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Ainda repetindo
ditados
que sobreviveram
a muitas mulheres.
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“Em briga de marido e
mulher...”
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Enquanto a frase
atravessa a boca,
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o grito
se perde
na parede ao lado.
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E o dedo desliza.
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Numa dança.
Num meme.
Num vídeo engraçado.
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E o algoritmo aprende
que nossa atenção
vale mais
que a nossa indignação.
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Até quando?
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Hoje era Tuani.
Mas bastava
trocar o nome.
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Poderia ser
a professora
que ensina minha filha.
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Minha vizinha.
Minha irmã.
Minha prima.
Minha esposa.
Minha mãe.
Minha filha.
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E eu,
homem,
escrevo
não porque conheça
o tamanho dessa dor.
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Escrevo
porque cada notícia
denuncia
o silêncio
que aceitamos.
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Não se enganem.
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O perigo
não começa
quando uma mulher
vira manchete.
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Começa
quando um homem
aprende
que ela lhe pertence.
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Que controle
é cuidado.
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Que posse
é proteção.
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Que ciúme
é amor.
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E cresce
cada vez
que um amigo se cala.
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Cada vez
que um vizinho
fecha a janela.
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Cada vez
que um pai
ensina ao filho
que mandar
é amar.
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Hoje era Tuani.
Amanhã,
talvez seja
o nome
que faltará
quando chamarem
para o jantar.
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Edwilson da Silva Andrade
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FÉMININA LUANI ESTÁ VIVA EZEQUIEL
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FÉ incógnita
MIstério e presença
NInfa, talvez sábia vestal
NAtureza terrestre, celeste
LUz que se expande, vôo
A vida está calada, não!
NInguém ficará impune...
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ESpíritos em comunhão
TÁcita compreensão
VIsão cósmica
VAstidão!
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Ele é assassino: prisão!
ZErou a dela e a vida dele!
QUInta essência diabólica
ELe homem já está morto!
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Sandra O. Wyatt
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AGOSTO LILÁS
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Qual é a cor que você traz?
Do soco no olho, da marca no braço, do tapa na cara ou de muitos ais?
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Falar da violência,
"Meter a colher."
É ser "leva e traz"?
Não! É audácia, é consciência! É assim que se faz!
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Roxo, azul, vermelho, lilás.
Agosto, setembro, outubro... Tanto faz!
O que importa é vestir a cor da humanidade, é trazer paz.
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Basta de violência! Ninguém aguenta mais!
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Mariúcha Corrêa
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JUSTIÇA AINDA QUE TARDIA
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A tarde chega
Na memória, cor roxa
O céu cinza.
Imagem tão moça.
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O tempo passou
E o dia cisma
Em mostrar
A dor
O fim.
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É inverno,
Folhas caem.
O ódio continua.
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Envolve,
A luz forte
O calor, o medo
E tudo termina.
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O corpo frio
O choro de mãe.
Silêncio e dor
Justiça, por amor!
Por louvor
A tanta dor!
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Marcia Mathias Netto Fleury
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GRITO
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Minha pele é marcada
pela história
História que é minha
Mas é também nossa
De tantas Marias
Do mar a Serra
Do asfalto ao morro
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Com sorriso no rosto
Que esconde a voz calada,
sufocada
Abafada pelo olhar
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Hoje grito!
Grito na esperança de ser
escutada
Grito com todas as
minhas forças,
mas nem um som é
emitido.
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Apenas um silêncio
que me consome dia após
dia...
Quero escancarar a minha
dor.
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Mostra ao mundo o sinto
Mas cada vez que tento,
Me escondo, lamento
Então novamente grito
Grito, para que
escutem meu silêncio.
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Nathália Andraus
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POR QUE O ASSASSINATO?
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Por que o assassinato?
Ela só queria seguir livre
Ele teve um surto
psicótico
Ela perdeu a vida
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Quantos sonhos
interrompidos?
Ela tão bonita e jovem
Tinha felicidade pela
frente
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Ele estava envolto pelo
ódio e pelo ciúme
Ela tinha um caminho de
luz a percorrer
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Por que mais uma morte?
A mulher de hoje mudou
O homem deve entender
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Ele quis se matar
Ela morreu
Por que o sofrimento?
Devido a um capricho seu
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Macaé ficou triste
Todos comentam
A beleza dela
A crueldade dele
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Agosto Lilás
Não ao feminicídio
Sem dor, sem morte
Com amor e saúde mental
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Alexandre Bordalo
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A FLOR QUE ROMPE O SILÊNCIO
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A Flor que Rompe o Silêncio
Ouvir o sopro manso da esperança,
Acolher o pranto que a noite esconde,
Cuidar da alma que perdeu a dança,
Abraçar a dor que ninguém responde.
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Sentir o toque que cura e acalma,
Proteger o broto que quer crescer,
Regar a força que habita a alma,
Esperar o dia enfim amanhecer.
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Mas o silêncio grita e o peito arde,
A opressão esmaga, o medo consome.
A voz rompe o muro antes que seja tarde,
A coragem rasga a sombra que some.
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Gritar o basta que a alma pedia,
Quebrar as grades de ferro e solidão,
Arrancar as amarras da covardia,
Libertar a vida em plena expansão!
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É tempo de enxergar além do véu,
Apoiar o passo de quem quer voar,
Denunciar o peso que apaga o céu,
Unir as mãos para o mundo mudar.
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Agosto se veste de flor e de luz,
Para lembrar que a vida exige respeito,
Conscientizar o caminho que nos conduz:
Nenhuma mulher com o medo no peito.
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Gi Germano
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AGOSTO LILÁS NÃO PODE CHORAR SOZINHO
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Agosto veste lilás.
Mas hoje, Macaé veste luto.
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O nome de Tuani ecoa
como um grito que não deveria existir.
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Ela tinha sonhos.
Tinha caminhos.
Tinha uma vida inteira pela frente.
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Mas a violência, que tantas vezes anuncia sua chegada,
mais uma vez encontrou espaço para destruir.
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Não foi o amor.
Nunca foi o amor.
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O amor protege.
O amor respeita.
O amor liberta.
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O feminicídio nasce do controle,
da posse,
do machismo,
do silêncio que insiste em não ouvir os pedidos de socorro.
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Que Tuani não seja apenas lembrada.
Que ela desperte consciências.
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Que Agosto Lilás não seja apenas uma campanha,
mas um compromisso diário com a vida de todas as mulheres.
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Porque nenhuma mulher deveria morrer por querer viver em paz.
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Que a voz de Tuani floresça em coragem.
Que a nossa voz diga, cada vez mais forte:
Nem mais uma.
Por Tuani. Por todas. Pela vida.
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Andréa Pessanha
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QUANDO O AMOR SE TRANSFORMA EM DOR
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O amor se transformou em dor...
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Como alguém pode dizer que ama
e, ao mesmo tempo,
ser capaz de matar?
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Não.
Isso não é,
e jamais será,
amor.
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Se fosse possível expressar em palavras
o preço de uma vida ceifada
pela covardia,
pela vaidade,
pelo orgulho...
talvez muitos pensassem
antes de cometer tamanha violência.
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Nossa dor grita.
Nosso grito é sufocado
pela indiferença,
pelo silêncio,
pela omissão.
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Quantas vidas ainda serão interrompidas
pela incapacidade de compreender
que o amor se constrói com respeito,
cuidado e liberdade,
e nunca com posse,
violência ou destruição?
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Onde existe morte,
o amor já não habita.
Porque amar é proteger,
é cuidar,
é permitir que o outro viva.
E jamais destruir a vida
de quem um dia se disse amar.
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Alessandra Linhares Bastos
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A AJUDA DE PAPEL
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Até quando outras cairão nos braços da Mãe Terra?
Quantos ciclos de luz e dor deveremos testemunhar?
Quantas Tuanis serão precisas para despertar o mundo?
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Afinal, quantos poemas de angústia,
E quantas prisões de mentira serão erguidas?
A ferida do “Acabou entre nós” é uma chaga profunda,
Que não se cura nem se apaga com a morte.
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Um dia, rasguei a pele do papel e escrevi sobre uma
personagem chamada Tuani,
Semente de esperança viva para o nosso mundo.
Hoje escrevo com uma tinta lilás,
Apagando o vermelho do seu sangue,
Para uma Tuani real, que expôs aos olhos de todos a
doença da humanidade.
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Ela tomou coragem, vestiu-se de tom violeta como um
astro que faz jus ao seu nome.
Gritou por socorro, pediu ajuda às autoridades,
Mas a resposta foi uma proteção de papel,
Palavras vazias, frias, afogadas em burocracia.
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Espero que esta Tuani, corpo celeste,
Pétala e claridade viva, jamais seja apagada.
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Toda vez que o olhar buscar o manto da noite,
Que a Lua seja a testemunha e o lembrete constante:
Muitas mulheres ainda sangram em silêncio, na
violência do lar e do trabalho.
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Se testemunharem a injustiça, não hesitem.
Não se calem.
Denunciem!
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Cleber de Moraes
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PONTO FINAL
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Não foi o destino
que interrompeu a história.
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Foi a violência.
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Que o nosso silêncio
nunca seja cúmplice.
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E que toda mulher
tenha o direito
de escrever
a própria história.
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Gabriela Oliveira
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AGOSTO NÃO PODE SER SILÊNCIO
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Em memória de Tuani Maia Nascimento.
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Senhoras e senhores…
Há nomes que o tempo jamais deveria aprender.
Há histórias que jamais deveriam terminar.
Há vidas que nasceram para florescer…
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…e não para serem interrompidas pela violência.
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Hoje, nossa voz se levanta para lembrar uma mulher.
Não apenas uma vítima.
Não apenas uma notícia.
Mas uma vida.
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Uma filha.
Uma amiga.
Uma mulher chamada…
Tuani Maia Nascimento.
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Trinta e três anos.
Trinta e três capítulos de uma existência que ainda escrevia sonhos.
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E então…
No primeiro dia de agosto…
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Quando o Brasil veste o lilás para lembrar que toda mulher merece viver sem medo…
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O silêncio foi rompido pela mais cruel das notícias.
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Mais um feminicídio.
Mais uma família ferida.
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Mais uma cidade que chora.
Mais um país que precisa olhar para o espelho.
Porque o feminicídio não começa no crime.
Começa quando o respeito morre.
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Quando o ciúme é romantizado.
Quando o controle é chamado de amor.
Quando o medo é tratado como rotina.
Quando o silêncio protege o agressor.
E quando a sociedade escolhe desviar os olhos.
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Não.
Não podemos chamar isso de destino.
Não podemos chamar isso de fatalidade.
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Violência tem nome.
Violência tem causa.
Violência tem responsabilidade.
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E toda sociedade que se cala…
também precisa ouvir sua própria consciência.
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Tuani…
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Hoje teu nome ultrapassa a dor.
Ele se transforma em memória.
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Em alerta.
Em compromisso.
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Porque ninguém morre completamente enquanto sua história continua despertando outras vidas.
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Que teu nome seja lembrado não pela violência que te arrancou do mundo…
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Mas pela mudança que ainda pode inspirar.
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Que cada menina cresça acreditando que sua voz importa.
Que cada mulher saiba que nunca está sozinha.
Que cada homem aprenda que amar nunca será possuir.
Que respeito não é favor.
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É princípio.
É caráter.
É humanidade.
Agosto é lilás.
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Mas o lilás não pode ser apenas uma cor.
Precisa ser consciência.
Precisa ser educação.
Precisa ser política pública.
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Precisa ser denúncia.
Precisa ser proteção.
Precisa ser coragem.
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Porque nenhuma mulher deveria sair de casa pensando se voltará.
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Nenhuma mãe deveria enterrar uma filha.
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Nenhum filho deveria crescer sem o abraço de sua mãe porque alguém decidiu que sua vida lhe pertencia.
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Que Macaé transforme sua dor em exemplo.
Que o Brasil transforme estatísticas em ações.
E que cada nome perdido se transforme em uma semente de mudança.
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Hoje pronunciamos…
Tuani Maia Nascimento.
E ao pronunciar teu nome…
não evocamos apenas a saudade.
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Convocamos a justiça.
Convocamos a consciência.
Convocamos a responsabilidade coletiva.
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Porque um povo que honra suas mulheres…
honra a própria humanidade.
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E enquanto existir uma única mulher vivendo sob o medo…
nenhum de nós poderá dizer que a liberdade está completa.
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Que a memória de Tuani permaneça viva.
Que sua história desperte consciências.
Que sua ausência nos ensine o valor da presença.
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E que o futuro finalmente conheça um Brasil onde nenhuma mulher tenha sua vida interrompida pela violência.
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Este é o nosso compromisso.
Este é o nosso luto.
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E, acima de tudo…
esta é a nossa esperança.
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Carlos Almeida
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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
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De quem é a culpa?
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Mulheres que criaram seus filhos homens com amor
e hoje eles transformaram esse amor em dominação
e sim, uma triste realidade.
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Mulheres que viveram caladas, apanhando,
sendo humilhadas.
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Quando se encorajam para se rebelar,
se deparam com a violência, a morte, ou aniquilamento
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Lutemos! denunciando, gritando
Dando voz e vez a todas as mulheres
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Quando vão parar de nos matar?
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Agosto - Mês da conscientização contra violência da mulher.
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Nosso objetivo são mulheres vivas, para fazerem suas escolhas e terem seus direitos assegurados.
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Maria Lisboa




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