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Setembro Amarelo | Escrever para Viver: Palavras que Acolhem 💛

1 de set.
4 min de leitura

Atualizado: 21 de set.

A Academia Macaense de Letras apoia o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção ao suicídio e à valorização da vida.



Acreditamos na força da palavra como espaço de escuta, reflexão e acolhimento. Um poema, uma conversa, uma mensagem ou simplesmente a disposição para ouvir podem aproximar pessoas em momentos de silêncio e dificuldade.


Durante este mês, a AML convida seus acadêmicos, leitores e toda a sociedade a participarem dessa corrente de cuidado e respeito à vida.


Falar é importante. Ouvir também. Procurar ajuda pode ser o primeiro passo para atravessar um momento difícil.


💛 Escrever para Viver: Palavras que Acolhem


Se você precisa conversar, o CVV oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia.



Setembro Amarelo, um cuidado que salva vidas.

Setembro Amarelo é um mês de múltiplas expressões. Não só de prevenção ao suicídio, como

também de valorização, com amorosidade, à vida.

Setembro floresce, lembrando a todos nós que a vida é o bem mais precioso que podemos tecer.

Assim como linhas que se entrelaçam, nossas histórias ganham força quando estão unidas.

Setembro Amarelo nos convida a falar, a escutar, a cuidar. Porque uma palavra pode ser remédio.

Um gesto pode ser abraço. Um encontro pode ser renascimento.


Na arte, na cultura, nos laços que criamos, descobrimos que ninguém precisa caminhar sozinho.

Cada fio de esperança, por mais delicado que pareça, pode sustentar um recomeço.

A vida importa. A sua vida importa.


Que possamos, juntos, trilhar um mundo, tecer e entrelaçar fios de histórias, da nossa história. Fios

unidos a serviço da vida, trilhando redes no espalhar da luz nas frestas da dor, transformando

silêncio em diálogo, solidão em presença, tristeza em cuidado.


Falar é coragem. Viver é resistência, com resiliência à vida.


Kátia Teixeira


—


O AVESSO DA FORÇA


Há dias em que o peito se recolhe,

e a alma já não sabe onde ficar;

enquanto o mundo passa, ri e olha,

há dores que não sabem se explicar.


Há pesos que se escondem no sorriso,

silêncios que aprendemos a guardar;

por fora, construímos nosso abrigo,

por dentro, há tempestades sobre o mar.


Nem sempre ser mais forte é resistir,

fingindo que não dói, que tudo passa;

às vezes, ser mais forte é permitir

que alguém nos veja além da nossa máscara.


Há lágrimas que pedem liberdade,

há medos procurando alguma mão;

dizer que dói não é fragilidade,

é dar um nome à voz do coração.


Cuidar de si é mais que prosseguir,

é respeitar o tempo e a cicatriz;

é compreender que é lícito sentir,

sem ter de aparentar estar feliz.


Se a noite se alongar pela janela,

e o pensamento não quiser calar,

procure alguém que acenda uma centelha,

e fique ao seu redor para escutar.


Não há vergonha alguma em dizer:

“Eu já não sei sozinho caminhar.”

Há muita força em se reconhecer

humano o suficiente para falar.


Porque ninguém nasceu para ser ilha,nem para carregar o mundo inteiro;

há sempre alguma mão que compartilha

o peso de um caminho verdadeiro.


Talvez a força tenha outro sentido,

distante do que um dia nos contaram:

não seja nunca ter o peito ferido,

mas procurar as mãos que nos amparam.


E quando a vida parecer pequena,

e a esperança quase se esconder,

não faça da tristeza uma sentença:

há outros olhos prontos para ver.


Se ser humano é feito de imperfeitos,

que a nossa imperfeição encontre abrigo;

há força até nos nossos dias desfeitos,

quando podemos dizer: “fica comigo”.


Pois há um lado da força que ninguém

costuma celebrar ou perceber:

é quando a gente pede a outro alguém

ajuda para continuar a viver.


Héverton Ribeiro Quintes


—


AINDA HÁ FLORES


Há dias em que o céu

parece não querer amanhecer.

Há momentos em que a alma

se cansa de esperar

e o coração esquece

que a primavera pode voltar.


Mas, mesmo quando tudo parece perdido,

a vida insiste em nascer.

Ainda há flores

onde os olhos já não conseguem enxergar.


Ainda há caminhos

mesmo quando os pés têm medo de caminhar.

Ainda há esperança

mesmo quando o coração diz que não.


Às vezes, basta uma palavra.

Um abraço.

Um olhar que diga:

“Eu estou aqui.


Você não está sozinho.”

Porque existem dores que não fazem barulho,

mas precisam ser ouvidas.


E existem pessoas

que só precisam de alguém

que permaneça por perto

até a tempestade passar.


Não desista de você.

Não desista da vida.

Ainda há flores.

Ainda há caminhos.


Ainda há vida.


Setembro Amarelo — porque toda vida importa.

Porque falar é um ato de coragem.


Porque pedir ajuda também é florescer.


Andrea Pessanha


No Setembrio Amarelo

O pão feito com lágrimas

Acompanhando a esgrima sangrenta

Naquela manhã cinzenta

As cinzas de um corpo

Ainda quase vivo

Se espalharia em suicídio

Um gesto inesperadoImpede o último suspiro

A cena pública é.explícita

Uma humana se lança

Sobre a outra e a derruba

Impedindo que ela se atire na frente de um carro...

Fazendo deste mesmo mes


Setembro Amar -Elo.


⚡🌏W 10/09/2026 Sandra Wayyt



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